COMPULSÃO POR DOCES - DICAS PARA REDUZIR OS SINTOMAS
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COMPULSÃO POR DOCES - DICAS PARA REDUZIR OS SINTOMAS

* Texto originalmente publicado no site Mari Kalil por aí e cedido pela autora Carina Borges para reprodução neste meio


A primeira coisa a se pensar quando se trata de compulsão por doces é saber a origem deste mau comportamento com a sua saúde. E existem algumas razões que podemos pontuar. Por exemplo, você já percebeu como este hábito gera um ciclo vicioso e que, quando a pessoa come um docinho, logo surge um impulso para comer mais, e nunca ficamos em uma única porção? Eis algumas razões do porquê isso ocorre.

Uma delas é o fator emocional. Você chega em casa depois de um dia árduo de trabalho, onde passou por inúmeros compromissos, e está cansada. No seu lar, você tem um verdadeiro encontro consigo mesma e uma vontade incrível de relaxar. O que imediatamente passa por sua cabeça que lhe dará prazer? Um doce! Como cairia bem esta recompensa depois de tantas tarefas no decorrer do dia!

É aí que começa todo o problema. Acaba que você se entrega ao que tem na geladeira e de qualquer forma acaba comendo um, dois ou três. Então a dica é: descubra o que mais pode lhe dar prazer e substitua. Busque outra fonte de satisfação. Por exemplo: passear com o seu cachorro, sair com os amigos, ir visitar uma pessoa querida – ou ainda a mais poderosa das opções: fazer uma atividade física. Pode acreditar: esta vontade desesperadora vai passar ou pelo menos vai cair pela metade.

Coma com a mente e pense: Vale a pena? Quando consumimos muitos doces, o ganho de peso é sobretudo em gordura, já que eles estimulam a liberação de insulina, hormônio que metaboliza o carboidrato para que ele não se transforme em açúcar no nosso corpo. Sendo assim, a sua produção em excesso gera maior acúmulo de gordura.

Outra razão muito importante de ser compreendida: a insulina é hormônio que, quando esta desestabilizado, desregula e acaba ocorrendo o famoso ciclo vicioso. Você é daquelas pessoas que quando come algo salgado necessariamente vem aquele chamado por um docinho? Então você se enquadra talvez nesta razão. Quando enchemos o nosso prato de carboidrato de alto índice glicêmico ou seja, carboidratos que liberam rapidamente a glicose para a sua circulação, como por exemplo (massa, arroz branco, lasanha) ocorre um efeito rebote. Resumindo: quanto mais carboidrato comemos, mais vontade de doce temos. 

Quando você ingere açúcar ou carboidrato, você tem um pico de glicemia, isto é, um aumento rápido de açúcar no sangue. Este pico faz com que aumente a liberação de insulina, que por sua vez, faz baixar rapidamente a sua glicose, e o seu organismo entende que você precisa repor a energia que foi embora. Logo, você sente aquela vontade insuperável de comer mais açúcar, e assim, voltará a estimular a insulina, e todo este fenômeno volta a acontecer, de novo, de novo, e de novo. Por isso o consumo destes alimentos favorece a compulsão e fazem com que seu corpo entenda que você precisa de açúcar e carboidrato o dia inteiro.

Outra razão muito corriqueira tem a ver com a qualidade do sono. Quando você não consegue dormir bem, isso faz aumentar a produção dos níveis cortisol (o hormônio do estresse), que também aumenta a insulina. Ele é produzido demasiadamente quando o corpo está muito tenso. O cortisol desregulado acaba diminuindo a produção de neurotransmissores do bem-estar e do prazer, o que acaba, irremediavelmente, dando aquela vontade louca de comer doces. O que faz novamente todo o ciclo ocorrer. Então, a recomendação é procurar ter uma boa noite de sono.

Seis dicas que ajudam a evitar a compulsão
Agora que sabemos algumas causas principais da compulsão por doces, vou ajudar a incluir algumas atitudes para que você não entre no ciclo vicioso novamente:

• Procure usar carboidratos complexos (integrais) com menor índice glicêmico e que possuam ais fibras.
• Durante as refeições, não misture dois tipos de carboidratos. Para ajudar a diminuir a velocidade com que entra a glicose na sua circulação, adicione fontes de fibras, como sementes de abóbora, girassol, linhaça, gergelim ou chia para diminuir o impacto do carboidrato no organismo
• Nos lanches ou nas refeições, adicione alguma fonte de proteína para a absorção do carboidrato ser mais lenta e você não entrar no ciclo vicioso.
• Evite o consumo noturno de carboidratos simples como arroz branco, massas e pães. Prefira fontes de proteína combinadas a vegetais. Se for comer carboidrato, que seja um tubérculo como batata doce ou arroz integral, e sempre em menor quantidade.
• Consuma alimentos ricos em fibras, como os integrais e frutas com a casca. Lembre-se: é na casca que a maior parte das fibras está!
• Nos lanches intermediários, utilize sementes oleaginosas como amêndoas, castanhas ou nozes.

Texto da nutricionista Carina Borges para o projeto Hora da Virada FeelJoy


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